A melodia de ligação a cobrar é um som que muitos brasileiros conhecem, mas poucos sabem quem a criou. Carlos Roberto de Oliveira Freitas, um curitibano, compôs essa melodia em 1987, mas nunca recebeu um centavo por sua criação. Neste artigo, vamos explorar a trajetória de Carlos e o reconhecimento tardio de seu trabalho.
Sumário
- 1 A Criação da Melodia
- 2 A Busca por Reconhecimento
- 3 Conclusão
- 4 FAQ – Perguntas frequentes sobre a melodia de ligação a cobrar
- 4.1 Quem criou a melodia de ligação a cobrar?
- 4.2 Carlos Roberto recebeu algum pagamento pela sua criação?
- 4.3 Como Carlos buscou reconhecimento por sua obra?
- 4.4 Qual foi o resultado das ações judiciais de Carlos?
- 4.5 O que aconteceu após a morte de Carlos Roberto?
- 4.6 Por que a história de Carlos é importante?
A Criação da Melodia
A criação da melodia de ligação a cobrar é uma história que remete aos anos 80, quando Carlos Roberto de Oliveira Freitas, um talentoso baterista curitibano, foi desafiado por um amigo que trabalhava na extinta Telepar. A ideia era criar uma melodia que pudesse ser facilmente reconhecida pelos usuários ao receberem chamadas a cobrar.
Em 1987, Carlos, que não tinha formação formal em composição musical, utilizou um sintetizador para desenvolver três versões da melodia. A proposta era que a música fosse cativante e, ao mesmo tempo, específica o suficiente para que as pessoas a identificassem imediatamente como uma chamada a cobrar. O próprio Carlos fez a escolha da versão final que seria utilizada nas chamadas.
O processo criativo de Carlos foi impulsionado pela provocação do amigo, que queria algo inovador para as telecomunicações da época. O resultado foi uma melodia marcante, que se tornou um símbolo nas ligações a cobrar e que ainda é lembrada por muitos brasileiros até hoje.
Infelizmente, após a entrega da melodia, Carlos não acompanhou o uso de sua criação e só tomou ciência do impacto que ela tinha quando recebeu uma ligação a cobrar de um contato distante. Foi nesse momento que ele percebeu que sua música estava sendo tocada em todo o Brasil, mas, ainda assim, sem receber nenhum reconhecimento ou compensação financeira por isso.
A Busca por Reconhecimento
A busca por reconhecimento de Carlos Roberto de Oliveira Freitas foi uma jornada repleta de desafios e frustrações. Após anos de anonimato, ele começou a perceber o impacto de sua criação na vida das pessoas. A melodia de ligação a cobrar se tornou uma parte da cultura brasileira, mas Carlos não recebeu nenhuma compensação financeira por isso.
Com a intervenção da família, Carlos decidiu que era hora de lutar por seus direitos. Ele iniciou o processo de registro da composição na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na esperança de que isso pudesse garantir seu reconhecimento como autor. No entanto, a primeira tentativa não resultou em ganhos financeiros, uma vez que não foram solicitados direitos patrimoniais.
Determinados a não deixar a situação passar em branco, Carlos e sua família contrataram um advogado e moveram uma ação judicial contra as empresas telefônicas do país. A luta se estendeu por anos, mas, mesmo após conseguir o reconhecimento formal, Carlos continuou sem receber nada. Em um levantamento feito, foi estimado que, na época, cerca de 39 milhões de ligações eram feitas diariamente, e se ele tivesse pedido um centavo por cada uma, a quantia poderia ter garantido uma vida mais confortável.
Infelizmente, a luta de Carlos não teve um final feliz. Ele faleceu em 5 de agosto de 2024, aos 77 anos, sem ver a compensação que acreditava merecer. Em dezembro de 2024, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu a favor das empresas, negando o pedido de Carlos. A família ainda avalia se dará continuidade ao processo, mantendo viva a esperança de que a música de Carlos seja finalmente reconhecida e valorizada.
Conclusão
A história de Carlos Roberto de Oliveira Freitas é um poderoso lembrete sobre a importância do reconhecimento no mundo da música e da criatividade.
Apesar de sua melodia de ligação a cobrar ter se tornado um ícone nas telecomunicações brasileiras, Carlos enfrentou uma luta árdua e, infelizmente, morreu sem receber a compensação que merecia por sua obra.
Sua jornada nos ensina que o reconhecimento de um artista vai além da fama; é um direito fundamental que deve ser respeitado.
Que a trajetória de Carlos inspire outros artistas a lutarem por seus direitos e que a sociedade valorize mais o trabalho criativo que enriquece nossas vidas.
A música tem o poder de conectar as pessoas e contar histórias, e os criadores por trás dessas obras devem ser devidamente reconhecidos e recompensados.
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FAQ – Perguntas frequentes sobre a melodia de ligação a cobrar
Quem criou a melodia de ligação a cobrar?
A melodia de ligação a cobrar foi criada por Carlos Roberto de Oliveira Freitas, um compositor curitibano, em 1987.
Carlos Roberto recebeu algum pagamento pela sua criação?
Não, Carlos Roberto nunca recebeu compensação financeira pela melodia, apesar de seu reconhecimento como autor.
Como Carlos buscou reconhecimento por sua obra?
Carlos tentou registrar sua composição na UFRJ e moveu ações judiciais contra as empresas telefônicas para ser reconhecido como autor.
Qual foi o resultado das ações judiciais de Carlos?
Carlos conseguiu o reconhecimento formal como autor, mas não obteve direitos patrimoniais e morreu sem receber compensação.
O que aconteceu após a morte de Carlos Roberto?
Após sua morte, a família avaliou a possibilidade de continuar a ação judicial, mas o STJ decidiu a favor das empresas, negando o pedido.
Por que a história de Carlos é importante?
A história de Carlos destaca a importância do reconhecimento e dos direitos autorais para artistas, além de refletir sobre a valorização da criatividade.