Nacionalidade Italiana: Novas Regras para Naturalização por Sangue

Nacionalidade Italiana: Novas Regras para Naturalização por Sangue

  • Última modificação do post:29 de março de 2025
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A nacionalidade italiana passou por mudanças significativas, limitando a naturalização por direito de sangue a duas gerações. Agora, é necessário ter um pai ou avô nascido na Itália para solicitar a cidadania. Essa nova regra foi implementada pelo governo italiano em uma reforma que busca evitar abusos e a ‘comercialização’ dos passaportes.

Mudanças nas Regras de Nacionalidade

As mudanças nas regras de nacionalidade italianas representam um marco importante para muitos descendentes de italianos ao redor do mundo. A nova legislação, aprovada pelo conselho de ministros, agora exige que os solicitantes tenham um pai ou avô nascido na Itália para poderem reivindicar a cidadania por direito de sangue.

Essa mudança é significativa, pois antes, mesmo bisavós ou trisavós italianos poderiam garantir a nacionalidade. Essa ampliação de gerações permitia que um número muito maior de pessoas se tornasse cidadã italiana. Agora, com a nova regra, o governo italiano busca restringir o acesso à nacionalidade, evitando a chamada ‘comercialização’ dos passaportes.

Além disso, a reforma estabelece que cidadãos naturalizados que residem fora da Itália devem manter vínculos reais com o país. Isso significa que eles precisarão exercer seus direitos e deveres de cidadania pelo menos uma vez a cada 25 anos. Embora os detalhes sobre esses direitos e deveres ainda não tenham sido especificados, essa medida visa garantir que a cidadania não seja apenas um documento, mas sim um compromisso com a cultura e a sociedade italiana.

O impacto dessa mudança pode ser sentido especialmente em países como Argentina e Brasil, onde há grandes comunidades de descendentes de italianos. Em 2023, por exemplo, 20 mil descendentes na Argentina conseguiram a nacionalidade, e no Brasil, 14 mil pessoas obtiveram a cidadania em 2022. Com as novas regras, é possível que esses números diminuam, uma vez que menos pessoas poderão se qualificar para a cidadania italiana.

Conclusão

As recentes mudanças nas regras de nacionalidade italiana refletem um esforço do governo para garantir que a cidadania seja um compromisso sério e significativo.

Ao restringir a naturalização por direito de sangue a apenas duas gerações, o governo busca evitar abusos e a comercialização dos passaportes, mantendo a integridade do processo de cidadania.

Com a exigência de que os naturalizados mantenham vínculos reais com a Itália, muitos descendentes de italianos precisarão se adaptar a essas novas condições.

Isso pode impactar a vida de milhares de pessoas ao redor do mundo que esperavam obter a nacionalidade italiana.

Portanto, é fundamental que aqueles que buscam a cidadania estejam cientes dessas mudanças e se preparem para os novos requisitos.

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FAQ – Perguntas frequentes sobre as mudanças nas regras de nacionalidade italiana

Quais são as novas exigências para obter a nacionalidade italiana?

Agora, é necessário ter um pai ou avô nascido na Itália para solicitar a cidadania por direito de sangue.

O que significa a exigência de manter vínculos reais com a Itália?

Os cidadãos naturalizados que residem fora da Itália devem exercer seus direitos e deveres de cidadania pelo menos uma vez a cada 25 anos.

Por que o governo italiano fez essas mudanças nas regras de nacionalidade?

As mudanças visam evitar abusos e a ‘comercialização’ dos passaportes, garantindo que a cidadania seja um compromisso sério.

Como essas mudanças afetam os descendentes de italianos em outros países?

Muitos descendentes, especialmente em países como Brasil e Argentina, podem ter mais dificuldades para obter a nacionalidade devido às novas restrições.

Quantas pessoas obtiveram a cidadania italiana em anos anteriores?

Em 2022, 14 mil pessoas no Brasil e 20 mil na Argentina obtiveram a cidadania italiana por direito de sangue.

O princípio do direito de sangue foi abolido com essas mudanças?

Não, o princípio do direito de sangue permanece, mas agora com limites mais rigorosos para a naturalização.

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Vitoria Mark

Vitória Mark é a principal redatora do portal de notícias Noticiare. Formada em Jornalismo e pós-graduada em Políticas Internacionais, ela possui 32 anos e uma carreira fenomenal dedicada à cobertura de assuntos políticos globais. Com análises profundas e uma escrita envolvente, Vitória destaca-se por trazer aos leitores perspectivas únicas sobre os acontecimentos que moldam o cenário internacional.