Detentas Aprendem a Fazer Roupas Íntimas em Curso de Confecção

Detentas Aprendem a Fazer Roupas Íntimas em Curso de Confecção

  • Última modificação do post:8 de março de 2025
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No Centro Prisional Feminino de Colatina, no Espírito Santo, um curso de confecção está mudando vidas. Detentas aprendem a produzir roupas íntimas e moda praia, oferecendo a elas uma nova oportunidade de trabalho e ressocialização.

Oportunidade de Trabalho e Aprendizado

A oportunidade de trabalho e aprendizado oferecida pelo curso de confecção no Centro Prisional Feminino de Colatina é um divisor de águas para muitas detentas. Com uma carga horária de 160 horas, as internas têm a chance de aprender desde técnicas de modelagem até noções de empreendedorismo. Esse conhecimento não apenas as prepara para o mercado de trabalho, mas também proporciona um senso de propósito e utilidade.

Um exemplo inspirador é o relato de Thais Mendes da Silva, uma das participantes do curso. Ela expressou como a formação a ajudará a ser independente financeiramente após a saída do presídio: “Eu vou sair daqui com certificado. Com isso, eu posso trabalhar e juntar o meu próprio dinheiro, sem depender da minha família”. Essas palavras refletem a esperança e a determinação que muitas detentas sentem ao participar do projeto.

Além disso, o curso não se limita a ensinar habilidades práticas. Ele também promove um ambiente de apoio e colaboração entre as internas, permitindo que elas compartilhem experiências e aprendam umas com as outras. Essa interação social é fundamental para a saúde mental e o bem-estar das participantes.

Benefícios da Remição de Pena

Benefícios da Remição de Pena

Os benefícios da remição de pena são um dos aspectos mais impactantes do curso de confecção no Centro Prisional Feminino de Colatina. A cada três dias de participação no curso ou de trabalho na fábrica, as internas podem reduzir um dia de sua pena. Essa possibilidade não apenas incentiva a participação ativa, mas também oferece uma perspectiva de liberdade mais próxima.

A diretora do presídio, Dayany Rodrigues de Queiroz, destaca a importância desse incentivo: “Além de sair da cela, tirar o ócio, conviver com as outras internas, produzir, se sentir útil, aprender uma profissão também tem a remissão da pena”. Esse conceito de remição de pena é essencial para motivar as detentas a se engajar em atividades produtivas, promovendo uma cultura de responsabilidade e aprendizado.

Para muitas detentas, essa remição representa uma luz no fim do túnel. É uma forma de ver o resultado do esforço e do comprometimento, transformando a experiência do encarceramento em uma oportunidade de crescimento e mudança. Assim, a cada peça produzida, elas não apenas melhoram suas habilidades, mas também se aproximam da liberdade e de um futuro mais promissor.

Empoderamento Feminino e Ressocialização

O empoderamento feminino e a ressocialização são pilares fundamentais do curso de confecção oferecido às detentas no Centro Prisional Feminino de Colatina. Este projeto não apenas ensina habilidades práticas, mas também busca transformar a maneira como as mulheres se veem e se posicionam na sociedade. Ao aprender a confeccionar roupas íntimas e de moda praia, as internas se tornam mais autoconfiantes e aptas a enfrentar o mercado de trabalho após a saída do presídio.

O programa Mulheres Mil, em parceria com a Secretaria Estadual da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional, tem como objetivo garantir que mulheres em situação de vulnerabilidade social tenham acesso à educação profissional. Isso é especialmente relevante para as detentas, que muitas vezes enfrentam estigmas e dificuldades ao reingressar na sociedade.

Além de adquirir uma nova profissão, as participantes do curso desenvolvem um senso de comunidade e apoio mútuo. A encarregada da fábrica, Ana Ormi Lunz, enfatiza como essa ocupação é benéfica para a saúde mental das internas: “Essa ocupação é boa para nós internas, é saúde mental, a gente ter uma ocupação, ter o que fazer”. Essa interação e empoderamento são cruciais para que elas possam recomeçar suas vidas com dignidade e esperança.

O curso de confecção no Centro Prisional Feminino de Colatina representa uma oportunidade valiosa para as detentas, proporcionando aprendizado, empoderamento e a chance de remir suas penas.

Ao se envolverem na produção de roupas íntimas e moda praia, elas não apenas adquirem habilidades práticas, mas também se preparam para um futuro mais promissor fora do presídio. A transformação que ocorre nesse ambiente vai além da costura; é uma jornada de autodescoberta e reconstrução de vidas.

Com o apoio do programa Mulheres Mil e a dedicação das participantes, o projeto se torna um símbolo de esperança e resiliência. Ao final, as internas saem não apenas com um certificado, mas com a confiança de que podem recomeçar suas vidas, enfrentar desafios e contribuir positivamente para a sociedade.

Agradecemos por acompanhar essa história inspiradora e convidamos você a seguir o Portal de notícias Noticiare para mais conteúdos como este!

FAQ – Perguntas Frequentes sobre o Curso de Confecção

Qual é o objetivo do curso de confecção para detentas?

O curso visa oferecer uma nova profissão às detentas, proporcionando aprendizado que as prepara para o mercado de trabalho e promove a ressocialização.

Como funciona a remição de pena no curso?

As detentas podem reduzir um dia de pena a cada três dias de participação no curso ou de trabalho, incentivando o engajamento nas atividades.

Quais habilidades as internas aprendem no curso?

As participantes aprendem técnicas de modelagem, costura, empreendedorismo e outras habilidades práticas relacionadas à confecção de roupas.

Quem está envolvido no projeto do curso de confecção?

O curso é uma parceria entre a Secretaria Estadual da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional e o programa Mulheres Mil do governo federal.

Como o curso impacta a saúde mental das detentas?

O curso oferece uma ocupação produtiva, reduzindo o ócio e promovendo um ambiente de apoio, o que é benéfico para a saúde mental das participantes.

O que as detentas fazem após concluir o curso?

Após a conclusão, as detentas saem com um certificado e estão preparadas para buscar empregos ou iniciar seus próprios negócios, contribuindo para sua independência.

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Vitoria Mark

Vitória Mark é a principal redatora do portal de notícias Noticiare. Formada em Jornalismo e pós-graduada em Políticas Internacionais, ela possui 32 anos e uma carreira fenomenal dedicada à cobertura de assuntos políticos globais. Com análises profundas e uma escrita envolvente, Vitória destaca-se por trazer aos leitores perspectivas únicas sobre os acontecimentos que moldam o cenário internacional.